quinta-feira, 1 de abril de 2010

A viagem: Serrambi – PE (A ida)

quinta-feira, 1 de abril de 2010 1
Por Lidia Raquel

Fui à Serrambi, passar um fim-de-semana lá. Foi ótimo, tirando alguns aperreios que passei até conseguir chegar lá. Todo mundo disse que eu era louca de sair dirigindo daqui até Porto de Galinhas.
Vamos aos fatores contrários a minha ida: Nunca saí de JP dirigindo, uma parte da BR está em construção, eu não sei o caminho e sou capaz de me perder até indo pra casa, a estrada de Porto de Galinhas é cheia de curvas e muito perigosa, são muitas horas de viagem principalmente pra mim que vou devagar e etc.
Não me importei com esses fatores, metí a cara e fui. Parecia que não chegar nunca! Quanto mais eu dirigia mais tinha chão... Arranjei um GPS emprestado, até chegar em Recife ele funcionou muito bem, só que a partir de Cabo de Santo Agostinho ele já não dizia mais o caminho certo, pois as estradas mudaram... Errei o caminho, tinha que parar toda hora e perguntar a alguém... Já estava morta de cansada, até que graças a Deus cheguei! Depois de 04 horas e meia dirigindo...

terça-feira, 30 de março de 2010

O dia em que meu carro foi rebocado

terça-feira, 30 de março de 2010 0

Por Lídia Raquel

Como já disse no post anterior, uma das minhas maiores dificuldades era estacionar direito. Num belo dia, saí de casa atrasada – mulher sempre está atrasada – e fui à igreja por volta das 19 horas. Lá não tem estacionamento, e todo mundo estaciona na rua, perto das calçadas... Estacionei o meu carro nas pressas e saí correndo.

Quando o culto já estava quase acabando, chega um rapaz lá na frente e diz o seguinte: Olhem acabei de ver um carro Ford Ka vermelho de placa tal, tal, tal sendo REBOCADO.

Meu mundo caiu!
Saí da igreja chorando desesperada, não estava acreditando naquilo, eu não tinha um centavo nem pra pegar um ônibus... Fui lá ver o que tinha feito de errado, tinha sido um “pobre velhinho” que queria sair de casa e eu tinha estacionado meu carro bem em frente à garagem dele, impedindo assim a sua passagem. Quando cheguei à frente da casa dele, estava tudo escuro e o carro dele estava dentro da garagem, Os vizinhos dele disseram que ele tinha feito de propósito, só pra fazer o mal, aquele malvado! Ele não quis se pronunciar... Acho que já estava satisfeito com a minha dor! E quando me disseram que além da multa eu ainda teria que pagar o reboque, se quisesse ter meu carro de volta, fiquei passada! Rebocam meu carro sem minha autorização, sem nem eu saber, e eu ainda tenho que pagar pelo serviço sujo deles, isso é uma vergonha!

Vim pra casa de carona, chorando por causa da vergonha que estava passando, por causa da multa que ia pagar, por causa do reboque que eu ia pagar e etc. Quando cheguei em casa, só queria deitar e dormir, mas para meu desespero maior, eu simplesmente havia esquecido a chave da casa dentro do carro! Foi aquele fuzuê pra ir lá no CPTrans buscar a chave do carro...
Depois fiquei famosa na igreja como a menina que estaciona errado, até quem nunca tinha falado comigo antes veio me perguntar como eu tinha feito uma coisa daquelas... Se não bastasse no outro dia ainda tive que ouvir uma de minhas tias perguntar: Por que você foi estacionar em frente a garagem dos outros?! Me deu vontade de responder: porque eu queria um post novo pro meu blog, oras!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Concurso Pneu Murcho

segunda-feira, 29 de março de 2010 0
Mande sua história de aventuras no trânsito e participe do Concurso Pneu Murcho! A melhor história vence.
Você poderá ganhar um delicioso chocolate e uma medalha de motorista da semana! Envie agora a sua história para namarchalenta@hotmail.com e participe. Quanto mais divertida ela for, mais chances você tem de ganhar!

Início do concurso: 29/03
Data limite para enviar a sua história: 15/04

sábado, 27 de março de 2010

Perdida

sábado, 27 de março de 2010 1
Por Lidia Raquel

Nunca tive muito senso de direção... Sou do tipo que me perco facilmente! As minhas duas maiores dificuldades eram: Estacionar e chegar onde eu queria sem me perder.
Certo dia, resolvi ir até uma igreja que fica em Manaíra, não é a igreja que eu freqüento, e por isso não sabia direito o caminho... Só sabia o caminho que o ônibus circular faz. Só que o trajeto desse ônibus é incrivelmente enorme, passa por Valentina, Mangabeira, Bancários, Castelo Branco, Tambaú, para enfim chegar a Manaíra! E não tinha nem cabimento eu de carro, fazer o mesmo percurso do ônibus! Então me enchi de coragem e fui.
Lugar de origem: Geisel, lugar de destino: Manaíra. Fui pela BR, depois entrei na Beira Rio, queria entrar na Epitácio Pessoa, só que eu passei direto da entrada que dá acesso a Epitácio, se tem mais de uma entrada eu não sei, só sei que eu só conhecia aquela! E passei da entrada que eu conhecia, e foi aquele desespero! Era de noite, fui parar no Altiplano, aquele bairro esquisito, fiquei com medo de parar e ser assaltada, estuprada ou sei lá mais o quê! O que eu fiz? Fui dirigindo reto toda a vida, entrei na contra mão num certo ponto, foi horrível... Até que cheguei a um posto de gasolina, aos prantos, perguntei ao frentista onde eu estava, e ele me disse: - Em Quadramares. Aí foi que eu chorei mesmo! Perguntei ao moço: Quadramares é algum interior da Paraíba?! Eu já tinha dirigido mais de uma hora, achava que já tinha saído da cidade... Ele disse: calma minha senhora, beba esse copo de água! Quadramares é apenas um bairro de João pessoa mesmo. A senhora já rodou tanto que já está perto da sua casa, fique calma!
A essa altura já tinha desistido de ir à igreja, fui pra casa chorando e cansada de tanto dirigir. Nesse caso seria melhor que eu tivesse feito o caminho que eu conhecia – o caminho do ônibus!

sexta-feira, 26 de março de 2010

A super-motorista

sexta-feira, 26 de março de 2010 16
Por Gláudia Lima

Eu nunca tinha dirigido antes de ir para a auto-escola. Não sabia nem pra qual lado rodava a chave que liga o carro e não tinha noção de absolutamente nada. Nem mesmo o porquê que a luz traseira dos carros ficava vermelha (que é quando ele freia). Consegui tirar a carteira sem reprovar em nenhuma prova, NENHUMA, acreditem! Mas o pior não são as provas, o pior é quando você sai das provas. Como Lídia eu também paguei a alguém para andar comigo, foi o meu instrutor mesmo, ele me ensinava no carro do meu pai, que para o desespero dos outros é uma HILUX! Um carro grande, como esse, é muito diferente do Uno que eu dirigia na auto-escola. 

A garagem da minha casa é super estreita e a rua onde eu moro também é estreita, então a briga já começa daí, tenho que fazer o maior malabarismo para conseguir tirar o carro, e não conto as vezes em que derrubei a plantinha que tem na calçada da casa da frente, e as vezes em que subi na calçada da vizinha, por não conseguir ajeitar o carro direito. Estancar o carro isso nunca acontece, pois, por incrível que pareça se a HILUX estiver na 3° marcha, ela ainda sai. A-D-O-R-O! Eu odeio andar na BR porque as pessoas ficam me xingando, mandando eu sair da frente, mesmo eu estando em 100km. Não consigo entender isso! 

Ah, tenho que falar do dia em que eu bati o carro (isso era segredo, ninguém da minha família sabia, pois minha mãe é muito nervosa e não me deixaria mais dirigir se soubesse). Bem, nesse dia eu já saí de casa meio agoniada, estava andando super devagar e Sal, que ia comigo para eu não ir sozinha, ficou falando: freia, freia, freia e eu continuava andando devagarzinho, e ele: freia, freia, freiaaaaa Gláudia!  Me agoniei mais ainda, me confundi e não freei. Resultado: bati no carrinho da frente, no meu não aconteceu absolutamente nada, nem se quer arranhou, em relação ao carro da frente, não posso dizer o mesmo (risos). Comecei a chorar desesperadamente, parecia que tinha matado alguém, e Sal super tranquilo mandando eu me acalmar! Eu estava chorando tanto que o moço me mandou ir embora, disse que estava tudo bem. Estava tão nervosa que fui abraçar o moço (risos) e agradecer. Estava um engarrafamento infernal nos Bancários, preferi não dirigir mais, dei o carro para Sal levar, passamos quase 1h no engarrafamento e eu fiquei esse tempo todo chorando inconsolavelmente e o pobre do Sal olhava meio assim pra mim e fazia: calma Gláudia, não tem motivos para você chorar, calma! Daqui a pouco ele olhava novamente e dizia: tu ainda estás chorando? Não acredito! E assim, conseguimos chegar à faculdade. Bem, isso não corresponde nem a metade das coisas que eu já passei com o querido carro do meu pai, e vale salientar que ele não sabia que eu dirigia o carro dele! E é isso, espero que gostem!



Gláudia Lima tem 19 anos,  é estudante do curso de Publicidade e Propaganda do IESP e namora o corajoso rapaz chamado Renê. Ela  é um verdadeiro perigo no trânsito! Não costuma andar sozinha de carro. Seu fiel companheiro e auxiliador se chama Caio (vulgo Sal). Antes de entrar no carro junto com ela, ele sempre faz alguma oração pedindo proteção divina. Daí já dá pra vocês imaginarem o tipo de motorista que ela é!

quinta-feira, 25 de março de 2010

A carteira saiu!

quinta-feira, 25 de março de 2010 1
Por Lidia Raquel 

Depois de onze dias da prova, a tão sonhada carteira saiu! O carro eu já tinha, meu pai me deu no meu aniversário de 18 anos– Um Ford Ka vermelho. Peguei a carteira e pensei: Ah, agora é só sair por aí dirigindo sozinha! Que nada! Quiseram antes ver como eu estava me saindo no trânsito, e resultado – eu estava péssima! Então meu pai contratou um rapaz – cujo apelido é Ligeirinho – para me ajudar durante um mês.
O engraçado era quando eu vinha rápido na BR e tinha que frear, aí ele dizia “debrea, debrea, debrea!” E eu dizia a ele, calma, rapaz, eu vou frear, não fique nervoso! Ele dizia você não sabe que eu falo rápido assim mesmo – Não é à toa que o apelido dele é Ligeirinho! E quando eu andava devagar demais ele sempre tinha uma piadinha: Você está acompanhando enterro é minha filha?!
A previsão era de ele me acompanhar durante um mês, mas depois de 08 dias eu já me sentia muito confiante e quis começar a andar sozinha... Então num sábado, fui da casa dele, em Mangabeira até a minha casa que fica no Geisel. O caminho foi tranqüilo, o difícil foi quando cheguei em casa e tive que colocar o carro na garagem. Moro em apartamento e não sei se vocês já notaram, mas as garagens de apartamento são muito apertadinhas, pelo menos a meu ver. Tentei, tentei e não consegui. Chamei o vizinho pra me ajudar e ele ficou do lado de fora dando as orientações, mesmo assim arranhei o carro! O vizinho ficou dizendo que dava, que dava e fui colocando , quando vi já tinha lascado o carro todinho... Só depois é que eu fui ver que o vizinho simplesmente estava bebendo cerveja antes de eu chamá-lo! Não preciso nem dizer mais nada.

quarta-feira, 24 de março de 2010

De geração a geração

quarta-feira, 24 de março de 2010 7

Por Sandra Wanderley


Minha mãe é a melhor motorista do mundo. Ela é um ás no volante, quando está segurando ele, claro. Pra ser mais precisa, ela deveria reeditar as regras de trânsito baseadas em suas próprias experiências. O problema é que a modéstia dela não permite. Vou citar um exemplo: se você está numa rua com duas pistas, ande no meio. Dessa forma você tem mais agilidade pra escolher qual a que anda mais rápido. É verdade que sempre formam filas atrás dela. Isso significa que ela está sempre na frente deles, não é?

Ah, tem mais. O GPS foi inspirado nela. Sim, ela tem um senso de orientação que foi utilizado como teste na criação dele. Não acreditam? Pois então: semana passada ela foi com minha filha numa loja de pneus na BR 101, próximo a Bayeux. Elas estavam super felizes com a compra dos pneus novos. Claro que compras elevam a auto-estima das mulheres. Então, voltando pra João Pessoa, felizes, cantarolando Vale-night na FM Sucesso, ela sobe a ladeira do aeroporto em direção a João Pessoa. Afinal, não é la que desembarcamos quando chegamos a João Pessoa?

Ela é considerada a pessoa mais sociável do mundo. Onde passa o povo levanta a mão e grita alguma coisa que ela não entende muito bem, pois sempre anda com os vidros do carro fechado pra não assanhar os cabelos. Devem ser palavras de encorajamento. E tem também as seguradoras. Todas elas são tão amigas que, sempre que mamãe vai renovar, não aceitam mais o seu dinheiro. Ando pensando em sugerir aos engenheiros que construam prédios sem colunas, pois só servem pra atrapalhar as manobras radicais dela.

E, pra finalizar, pois são muitos os exemplos dessa exímia pilota, não poderia deixar de mencionar o design arrojado de seu carro. Ela sempre coloca sua marca registrada pra saber identificá-lo nos estacionamentos dos shoppings. Tem sempre arranhões e é batido nos quatro lados. Quer dizer, o irmão dela conseguiu amassar também no teto do carro dele. Esse feito ela ainda não conseguiu. Mas, como você vê, isso deve ser genético, e a neta ainda chega lá!

Sandra tem... alguns anos (passou dos 25 já se torna segredo), é diretora de uma escola de João Pessoa, filha de uma exímia motorista e mãe de Anne (umas das escritoras deste blog). Não que seja mera coincidência Anne ter a quem puxar... mas, deixa pra lá!

Você também pode nos contar suas aventuras do trânsito! Envie sua história para namarchalenta@hotmail.com, não esquecendo de colocar o seu nome, algumas informações sobre você, além de uma foto. Quem sabe o próximo post não é seu?
 
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