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quinta-feira, 1 de julho de 2010

A piloto Ana Paula

quinta-feira, 1 de julho de 2010 0
Bom, me chamo Ana Paula, tenho 21 anos, e sou motorista há pouco tempo. Comecei a tirar minha carteira em novembro de 2008. Fiz as aulas teóricas e posteriormente fiz o exame psicotécnico, não sabia que nesse dia já iria também tirar a foto da carteira, e fui de cabelo preso. Já imaginam a belezura que ficou a foto! Mas isso é mero detalhe. Passado o psicotécnico, em que eu fui aprovada, graças a Deus não sou louca, fiz também o legislativo e inteligente como sou, passei. As aulas práticas só vieram acontecer em março de 2009, ô processo longo! Chega então, o temido dia da prova prática. Minha perna logo começou a tremer mais do que uma mão com mal de parkinson. Começa a prova, meia embreagem - tranquilo, baliza - tranquilo, fiquei aliviada, pronto agora só falta a garagem e essa é a parte que eu faço melhor, eu pensei, e disse a mim mesma: estou aprovada. Pra quê eu disse isso? É minha gente não informei a ninguém, a vergonha não deixou, mas reprovei na garagem! Fiquei parada sem fazer nada, não tive uma ação qualquer de sair de lá. Aí lá vem meu instrutor, e quem disse que eu conseguia sair de lá? Estanquei umas 3 vezes para conseguir sair da garagem, minha perna tremia ainda mais. Quando cheguei em casa, caí no choro. Depois passou o trauma e marquei o re-teste para outubro de 2009, quase um ano depois do início do processo. Paguei mais cinco aulas práticas refiz a prova e passei graças a Deus! Alguns meses depois ainda fiz aulas para quem já é habilitado, pois alguns dias antes de minha mãe marcar essas aulas, eu estava indo com ela ao Parque das Acácias, e ela me deu o carro para que eu fosse dirigindo. Acontece que quando cheguei no girador próximo da Estação Ciência não sei por quê, imaginei que estivesse na contra-mão. Então, puxei a direção para a direita e acelerei ao mesmo tempo e simplesmente o carro ficou sobre as duas rodas laterais direitas. Só vi minha mãe colocando o corpo para o outro lado e gritando feito doida. Bom é isso aí, no início é complicado, mas hoje estou dirigindo bem melhor, eu acho...

sexta-feira, 26 de março de 2010

A super-motorista

sexta-feira, 26 de março de 2010 16
Por Gláudia Lima

Eu nunca tinha dirigido antes de ir para a auto-escola. Não sabia nem pra qual lado rodava a chave que liga o carro e não tinha noção de absolutamente nada. Nem mesmo o porquê que a luz traseira dos carros ficava vermelha (que é quando ele freia). Consegui tirar a carteira sem reprovar em nenhuma prova, NENHUMA, acreditem! Mas o pior não são as provas, o pior é quando você sai das provas. Como Lídia eu também paguei a alguém para andar comigo, foi o meu instrutor mesmo, ele me ensinava no carro do meu pai, que para o desespero dos outros é uma HILUX! Um carro grande, como esse, é muito diferente do Uno que eu dirigia na auto-escola. 

A garagem da minha casa é super estreita e a rua onde eu moro também é estreita, então a briga já começa daí, tenho que fazer o maior malabarismo para conseguir tirar o carro, e não conto as vezes em que derrubei a plantinha que tem na calçada da casa da frente, e as vezes em que subi na calçada da vizinha, por não conseguir ajeitar o carro direito. Estancar o carro isso nunca acontece, pois, por incrível que pareça se a HILUX estiver na 3° marcha, ela ainda sai. A-D-O-R-O! Eu odeio andar na BR porque as pessoas ficam me xingando, mandando eu sair da frente, mesmo eu estando em 100km. Não consigo entender isso! 

Ah, tenho que falar do dia em que eu bati o carro (isso era segredo, ninguém da minha família sabia, pois minha mãe é muito nervosa e não me deixaria mais dirigir se soubesse). Bem, nesse dia eu já saí de casa meio agoniada, estava andando super devagar e Sal, que ia comigo para eu não ir sozinha, ficou falando: freia, freia, freia e eu continuava andando devagarzinho, e ele: freia, freia, freiaaaaa Gláudia!  Me agoniei mais ainda, me confundi e não freei. Resultado: bati no carrinho da frente, no meu não aconteceu absolutamente nada, nem se quer arranhou, em relação ao carro da frente, não posso dizer o mesmo (risos). Comecei a chorar desesperadamente, parecia que tinha matado alguém, e Sal super tranquilo mandando eu me acalmar! Eu estava chorando tanto que o moço me mandou ir embora, disse que estava tudo bem. Estava tão nervosa que fui abraçar o moço (risos) e agradecer. Estava um engarrafamento infernal nos Bancários, preferi não dirigir mais, dei o carro para Sal levar, passamos quase 1h no engarrafamento e eu fiquei esse tempo todo chorando inconsolavelmente e o pobre do Sal olhava meio assim pra mim e fazia: calma Gláudia, não tem motivos para você chorar, calma! Daqui a pouco ele olhava novamente e dizia: tu ainda estás chorando? Não acredito! E assim, conseguimos chegar à faculdade. Bem, isso não corresponde nem a metade das coisas que eu já passei com o querido carro do meu pai, e vale salientar que ele não sabia que eu dirigia o carro dele! E é isso, espero que gostem!



Gláudia Lima tem 19 anos,  é estudante do curso de Publicidade e Propaganda do IESP e namora o corajoso rapaz chamado Renê. Ela  é um verdadeiro perigo no trânsito! Não costuma andar sozinha de carro. Seu fiel companheiro e auxiliador se chama Caio (vulgo Sal). Antes de entrar no carro junto com ela, ele sempre faz alguma oração pedindo proteção divina. Daí já dá pra vocês imaginarem o tipo de motorista que ela é!

quarta-feira, 24 de março de 2010

De geração a geração

quarta-feira, 24 de março de 2010 7

Por Sandra Wanderley


Minha mãe é a melhor motorista do mundo. Ela é um ás no volante, quando está segurando ele, claro. Pra ser mais precisa, ela deveria reeditar as regras de trânsito baseadas em suas próprias experiências. O problema é que a modéstia dela não permite. Vou citar um exemplo: se você está numa rua com duas pistas, ande no meio. Dessa forma você tem mais agilidade pra escolher qual a que anda mais rápido. É verdade que sempre formam filas atrás dela. Isso significa que ela está sempre na frente deles, não é?

Ah, tem mais. O GPS foi inspirado nela. Sim, ela tem um senso de orientação que foi utilizado como teste na criação dele. Não acreditam? Pois então: semana passada ela foi com minha filha numa loja de pneus na BR 101, próximo a Bayeux. Elas estavam super felizes com a compra dos pneus novos. Claro que compras elevam a auto-estima das mulheres. Então, voltando pra João Pessoa, felizes, cantarolando Vale-night na FM Sucesso, ela sobe a ladeira do aeroporto em direção a João Pessoa. Afinal, não é la que desembarcamos quando chegamos a João Pessoa?

Ela é considerada a pessoa mais sociável do mundo. Onde passa o povo levanta a mão e grita alguma coisa que ela não entende muito bem, pois sempre anda com os vidros do carro fechado pra não assanhar os cabelos. Devem ser palavras de encorajamento. E tem também as seguradoras. Todas elas são tão amigas que, sempre que mamãe vai renovar, não aceitam mais o seu dinheiro. Ando pensando em sugerir aos engenheiros que construam prédios sem colunas, pois só servem pra atrapalhar as manobras radicais dela.

E, pra finalizar, pois são muitos os exemplos dessa exímia pilota, não poderia deixar de mencionar o design arrojado de seu carro. Ela sempre coloca sua marca registrada pra saber identificá-lo nos estacionamentos dos shoppings. Tem sempre arranhões e é batido nos quatro lados. Quer dizer, o irmão dela conseguiu amassar também no teto do carro dele. Esse feito ela ainda não conseguiu. Mas, como você vê, isso deve ser genético, e a neta ainda chega lá!

Sandra tem... alguns anos (passou dos 25 já se torna segredo), é diretora de uma escola de João Pessoa, filha de uma exímia motorista e mãe de Anne (umas das escritoras deste blog). Não que seja mera coincidência Anne ter a quem puxar... mas, deixa pra lá!

Você também pode nos contar suas aventuras do trânsito! Envie sua história para namarchalenta@hotmail.com, não esquecendo de colocar o seu nome, algumas informações sobre você, além de uma foto. Quem sabe o próximo post não é seu?

segunda-feira, 22 de março de 2010

Mico no Shopping

segunda-feira, 22 de março de 2010 8
Por Anne Wanderley

 O tema de hoje é algo que já deixou muita gente em maus lençóis: as maquinas de estacionamento dos shoppings! Mas afinal... com um estacionamento cada vez mais caro, como é que ainda não inventaram umas maquininhas mais fáceis de manusear?
O fato é o seguinte: dizem que uma amiga de uma prima da colega do vizinho da minha mãe certo dia foi tentar sair do Shopping Manaíra no seu carro, teve a proeza de parar longe do leitor. Antes que a máquina registrasse o código de barras, o papel caiu no lixeirinho que fica logo embaixo e bateu o desespero! Rapidamente, tentando evitar maiores constrangimentos, deu um empurrãozinho pra cá na janela do motorista, abriu um pouco a porta pra facilitar e enfiou a mão na caixa num momento de pescaria ao papel. Acontece que aquele não era realmente o seu dia, e o mico ainda estava por vir. Pois ao colocar a mão ali dentro um choque a consumiu, daqueles que vêm de arrepiar até os cabelos raspados da perna (e são palavras da mesma!).
Nesse seu lema, vários carros já tinham se aglomerado na fila da saída e buzinavam incansavelmente. Ao mesmo tempo, seguranças do Shopping corriam pra tentar salvar nossa ilustre motorista. Bom, achado finalmente o papel, ela voltou pro seu carro e seguiu adiante. De cabeça baixa, é verdade, mas com a maior recordação de mico da sua vida!



A motorista Premium se chama Nicolli Lira, tem 21 anos, também é nossa colega de Publicidade e Propaganda, além de nada mais, nada menos que Miss IESP 2009.

Você também pode nos contar suas aventuras do trânsito! Envie sua história para namarchalenta@hotmail.com, não esquecendo de colocar o seu nome, de onde você é e uma foto sua.
 
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